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Endolaser: como funciona, para quem pode ser indicado e quais são seus limites

O Endolaser ganhou espaço nos tratamentos estéticos por permitir que a energia do laser seja aplicada diretamente abaixo da pele.

Ele pode ser utilizado em determinados casos de flacidez, perda de definição do contorno e gordura localizada, tanto no rosto quanto no corpo.

Mas existe um ponto essencial antes de falar sobre resultados:

Endolaser não é indicado da mesma forma para todas as pessoas.

Na experiência de Simone Rebouças na Boa Forma Estética, o planejamento começa pela avaliação da pele, da quantidade de gordura, do grau de flacidez e da expectativa de cada paciente.

Como costuma dizer Simone Rebouças:

“Na estética, não existe milagre.”

O que é Endolaser?

O Endolaser é um procedimento minimamente invasivo no qual uma fibra óptica muito fina é posicionada no tecido subdérmico.

A energia do laser é entregue diretamente na região tratada, produzindo um efeito térmico controlado.

Dependendo do protocolo, esse aquecimento pode contribuir para:

  • remodelação dos tecidos;
  • melhora da firmeza;
  • redefinição de determinados contornos;
  • tratamento de pequenas ou moderadas áreas de gordura localizada.

Qual equipamento é utilizado na Boa Forma?

Na Boa Forma Estética utilizamos o Elyon Dual Endolaser, da Cromatic, que trabalha com dois comprimentos de onda:

980 nm e 1470 nm.

A combinação permite adaptar parâmetros de acordo com a região e com as características do tecido.

Ter dois comprimentos de onda, porém, não significa que exista um protocolo único ou que todas as pessoas apresentarão o mesmo resultado.

Endolaser no rosto

No rosto, a avaliação costuma considerar principalmente situações como:

  • perda de definição da linha mandibular;
  • papada e região submentoniana;
  • flacidez leve a moderada;
  • pequenas áreas de gordura associadas à perda de contorno.

O objetivo não é modificar artificialmente o rosto.

A proposta é melhorar determinadas características quando existe indicação compatível com a técnica.

Endolaser no corpo

O procedimento também pode ser considerado em regiões como:

  • abdômen;
  • braços;
  • interno de coxas;
  • culote;
  • região dos joelhos.

Nessas áreas podem coexistir flacidez e gordura localizada.

Por isso, avaliar apenas o volume da região não é suficiente. É preciso analisar também qualidade da pele, espessura do tecido e expectativa de resultado.

Aplicação de Endolaser com fibra óptica em procedimento estético na Boa Forma Estética

Aplicação de Endolaser em procedimento realizado com fibra óptica no tecido subdérmico, após avaliação e planejamento individual.

Endolaser trata gordura e flacidez ao mesmo tempo?

Em alguns casos, sim.

Esse é um dos motivos pelos quais o Endolaser pode ser considerado quando existe uma combinação de flacidez com pequena ou moderada quantidade de gordura localizada.

Isso não significa, entretanto, que qualquer volume de gordura possa ser tratado com Endolaser.

Simone Rebouças explica que existem situações em que primeiro é necessário reduzir determinado componente de gordura ou tratar outras características da região para somente depois considerar o procedimento.

Quantas sessões são necessárias?

Não existe um número fechado para todas as pessoas.

Alguns pacientes podem perceber mudanças depois de uma sessão, enquanto outros casos exigem outro planejamento.

O número de sessões depende de fatores como:

  • grau de flacidez;
  • quantidade de gordura;
  • região;
  • características individuais;
  • resposta do organismo.

Na experiência de Camila Rebouças, a avaliação é mais importante do que estabelecer previamente um número fixo de sessões.

Quando começam a aparecer os resultados?

Algumas mudanças podem ser percebidas inicialmente.

Entretanto, parte da resposta dos tecidos acontece progressivamente.

O efeito térmico produzido pelo laser pode desencadear processos de remodelação tecidual relacionados à produção e reorganização de colágeno.

Por isso, a evolução não deve ser analisada apenas imediatamente depois do procedimento.

O resultado do Endolaser é definitivo?

Não.

Mesmo quando existe uma boa resposta, o processo natural de envelhecimento continua.

A duração do resultado varia conforme características individuais, região tratada, parâmetros empregados e evolução dos tecidos ao longo do tempo.

Por isso, não existe um prazo universal de duração.

Endolaser substitui cirurgia?

Não.

Esse é um dos limites mais importantes da técnica.

Quando existe excesso significativo de pele, flacidez muito acentuada ou expectativa de um resultado cirúrgico, o Endolaser pode não ser suficiente.

Nessas situações, pode ser mais adequado encaminhar o paciente para avaliação médica, inclusive com cirurgião plástico.

Endolaser pode ser associado a outros tratamentos?

Pode, quando existe indicação.

Dependendo das necessidades da pele, o planejamento pode envolver tecnologias ou tratamentos diferentes, como:

Mas associação não significa realizar vários procedimentos indiscriminadamente.

Na experiência de Simone Rebouças, associar tratamentos significa atender necessidades diferentes de forma complementar e respeitar o momento adequado de cada intervenção.

Endolaser dói?

Como o procedimento é minimamente invasivo e envolve energia aplicada no tecido subdérmico, medidas para controle do desconforto fazem parte do planejamento.

A sensibilidade varia conforme região, características individuais e protocolo empregado.

O profissional deve explicar previamente como será realizado o procedimento e quais sensações podem ocorrer.

Como é a recuperação?

A recuperação varia.

Nos primeiros dias podem ocorrer:

  • inchaço;
  • sensibilidade;
  • vermelhidão;
  • sensação de calor;
  • hematomas;
  • desconforto local;
  • alteração temporária da sensibilidade.

Por isso, mesmo sendo minimamente invasivo, o Endolaser não deve ser tratado como um procedimento sem recuperação.

Endolaser pode causar queimadura?

Sim.

Queimadura é uma possível intercorrência em procedimentos que utilizam energia térmica.

Também podem ocorrer, embora não obrigatoriamente:

  • infecção;
  • alterações de sensibilidade;
  • assimetrias;
  • irregularidades;
  • alterações de pigmentação;
  • edema prolongado.

Conhecimento anatômico, treinamento, parâmetros adequados, avaliação do paciente e acompanhamento são fundamentais para reduzir riscos.

Quem não deve fazer Endolaser?

Não existe uma única lista aplicável a todos os pacientes.

A anamnese deve avaliar condições clínicas, medicamentos, alterações de coagulação, infecções ou inflamações na região, gestação e outros fatores capazes de aumentar o risco do procedimento.

Por isso, a decisão deve acontecer somente depois de avaliação individual.

Endolaser é melhor que bioestimulador ou radiofrequência?

Não existe necessariamente um tratamento melhor.

São tecnologias diferentes.

O Endolaser entrega energia diretamente no tecido subdérmico.

Os bioestimuladores atuam principalmente promovendo estímulo biológico relacionado à produção de colágeno.

A radiofrequência utiliza aquecimento por outra forma de energia e normalmente atua sem introdução de fibra subdérmica.

A questão correta não é:

“Qual é o melhor tratamento?”

Mas sim:

“Qual tratamento é mais adequado para este paciente?”

O que a ciência diz atualmente sobre Endolaser?

Existem estudos mostrando resultados favoráveis para flacidez, contorno e gordura localizada.

Entretanto, a evidência científica ainda apresenta limitações importantes.

Revisões recentes encontraram grande variação nos equipamentos, parâmetros, regiões tratadas e métodos utilizados pelos estudos.

Grande parte das publicações ainda é composta por séries de casos, e existem poucos estudos randomizados e controlados.

Por isso, é mais correto considerar o Endolaser uma tecnologia promissora e dependente de boa indicação, e não um procedimento com resultado universal ou garantido.

Como escolher onde realizar o procedimento?

Para Camila Rebouças, biomédica com atuação em estética e experiência prática na clínica, alguns critérios são indispensáveis:

  • formação profissional compatível;
  • treinamento específico;
  • conhecimento anatômico;
  • compreensão dos parâmetros do equipamento;
  • biossegurança;
  • capacidade para reconhecer e manejar possíveis intercorrências.

Como ela resume:

“Não é simplesmente saber manusear o aparelho. É preciso entender o tecido que está sendo tratado e saber tomar decisões durante o procedimento.”

Conclusão

O Endolaser pode ser uma opção para determinados casos de flacidez, perda de contorno e gordura localizada.

Mas tecnologia sozinha não determina resultado.

Como Simone e Camila observam na prática da clínica, a indicação depende da avaliação da região, da qualidade dos tecidos e, principalmente, da compatibilidade entre o que o paciente deseja e aquilo que o tratamento pode efetivamente oferecer.

Por isso, Camila reforça uma orientação simples:

“Não escolha o procedimento simplesmente porque está na moda.”

Na Boa Forma Estética, cada tratamento é planejado de forma individualizada, respeitando indicação, segurança e limites da técnica.

Fontes e referências

Nilforoushzadeh MA et al. The Endo-lift Laser (Intralesional 1470 nm Diode Laser) for Dermatological Aesthetic Conditions: A Systematic Review. Aesthetic Plastic Surgery. 2024.

Revisão sistemática sobre aplicações estéticas do laser intralesional de 1470 nm, incluindo flacidez e tecido adiposo. Os autores encontraram resultados favoráveis, mas destacaram a necessidade de estudos controlados maiores.

Modena DAO, Yamamoto APM, Silva TBF. Endolift® is a non-surgical treatment for skin tissue conditions. Is there evidence for its application? Lasers in Medical Science. 2025.

Revisão sistemática crítica que identificou alto risco de viés, falta de padronização de parâmetros e evidência insuficiente para afirmações amplas sobre eficácia e segurança.

Vidal GP et al. Scientific evidence on the impact of endolaser in aesthetics: scoping review. Lasers in Medical Science. 2025.

Mapeamento da literatura sobre endolaser que encontrou 26 estudos, com apenas um ensaio clínico randomizado e grande predominância de séries de casos.

Zhorov I et al. Facial laser complications: A Five Year Review. Lasers in Medical Science. 2026.

Não é uma referência específica do Elyon Dual ou do Endolaser, mas contribui para o entendimento dos riscos gerais associados a tecnologias a laser.

Quer saber se o Endolaser é indicado para o seu caso?
Na Boa Forma Estética, a avaliação considera flacidez, gordura localizada, qualidade da pele e expectativa de resultado antes de definir o tratamento.
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